Atualmente a discussão da física se ocupa não mais da linearidade do tempo como um relógio que só anda pra frente. Com os estudos da física quantica, o tempo, ou a equação espaço-tempo é relativizada ao ponto inclusive de possibilitar viagens no-tempo.O espaço liga-se ao tempo a partir do momento em que ele se relativiza. O tempo não existe, a não ser em relação a.
Uma expressão - buraco de minhoca - ilustra essa forma. O tempo que vc precisa para chegar a determinado ponto será diferente se vc pegar um atalho até então desconhecido (são muitos buracos de minhoca). A velocidade da luz é apenas o nosso ponto de vista (invisível aos olhos) e o fenômeno do tempo é também muito subjetivo. Um ritmo acelerado pode lhe trazer a sensação de liberdade ou angustia da perda?
O ritmo do tempo é a nossa percepção de vivências mais do que o acúmulo de histórias. O tempo passado e o tempo futuro reduzem-se a ilusões, pois não passam de construções mentais, recordações, fantasias, pensamentos longe dos olhos.
Importa-nos vivenciar o tempo presente, cada vez mais entregues, cada vez mais atentos, como legítima e consciente existência. Tempo Presente o qual a dança nos faz agarrar, porque é efemera demais para se recordar com detalhes e passional demais para ser premeditada.
Optar por viver, agir, dançar.
Cada dança é tão somente aquela dança.
Presentificar a existência é o caminho para o conhecimento de si mesmo e do mundo. Não há porque sentar e parar nas recordações do passado, nem mesmo esperar inerte por um futuro melhor ao longe; pois o conhecimento se faz no presente das relações com o outro, com o ritmo da música, com o ritmo da vida. Esse ritmo está em constante transformação e os encontros serão sempre surpreendentes.
A vida é pulsante dentro e fora de nossas veias. Opte. Dance.
Fernanda Bravin
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