Segunda-feira, Novembro 03, 2008

nomes

Aurora ou José

ps. o nome Madalena, tão amado, foi excluído ao conhecermos uma pessoa. que nem merece comentários...

Domingo, Outubro 26, 2008


Quinta-feira, Setembro 18, 2008

LUZ


Domingo, Setembro 14, 2008

Seis meses de amor profundo
e uma bênção de Deus para afirmá-lo pelo resto da vida.

Quinta-feira, Agosto 28, 2008

s/t




passagem

Fernanda Bravin









Sexta-feira, Agosto 22, 2008

AUTO-RETRATO NA CAIXA PRETA II

Quinta-feira, Agosto 14, 2008

perspectivas de um coração de fogo


Fernanda Bravin

Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Perspectiva
Jorge Mautner
Gosto de quem gosta

Das coisas sem querer prendê-las
Gosto de quem gosta, como eu
De ficar namorando, ficar se beijando, olhando
Para as estrelas
Assim vou caminhando
Por esta vida
Assim eu vou andando
Por esta imensa avenida
Vivendo não sei bem por quê
Sempre numa grande expectativa ahh
E avenida em russo quer dizer perspectiva
E avenida em russo quer dizer perspectiva
Sendo assim eu lhe pergunto
Se você não quer ser
A minha avenida, a minha ávida vida
A minha expectativa, a minha perspectiva
A minha expectativa, a minha perspectiva
Por exemplo
Perspectiva é avenida
Avenida Nevsky: perspectiva Nevsky
Avenida Getúlio Vargas: perspectiva Getúlio Vargas
Avenida Brasil: perspectiva Brasil
Avenida Paulista: perspectiva Paulista
É.... glasnost... transparência
E abertura é perestroika
Karandash é lápis e babushka é vovó
E camarada, ah camarada é tovarish
E paz, paz é mir mir mir
Gosto de quem gosta...
Para a rua, tambores e poetas
Ainda há palavras lindas
U R S S – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Ó tu, União Soviética, Cristo entre as nações
Para o júbilo, o planeta ainda está imaturo
É preciso arrancar alegria lá do futuro
Morrer nesta vida não é difícil
O difícil é a vida e seu ofício
E os demais todo mundo sabe
O coração tem moradia certa
Bem aqui no meio do peito
Mas é que comigo
A anatomia ficou louca
E sou todo, todo, todo, mas todo...
Coração

Quinta-feira, Julho 10, 2008

Com muito amor muito carinho

Luiz Melodia

Eu, vou fazer amor,

Um ninho
Com amor, muito carinho
Pra você se abrigar
Eu vou lhe dar Amor tão puro
Que maior amor eu juro
Você não vai encontrar
E entre nuvens de beijos
Seus desejos serão meus
Amor, vou lhe dar e é tão sincero
Que você amor espero
Não vai querer me deixar
E quando no fim da estrada
Minha amada
O inverno tristonho chegar
Mais amor eu vou ter pra lhe dar
Faça dos meus braços o seu ninho
Tenho amor muito carinho
E estou a lhe ofertar.

Terça-feira, Julho 01, 2008

Estou mergulhada num mundo sem nome, presentificando uma cidade invisível do Ítalo.
Por hora, me alegram muitíssimo os espetáculos do FIT e os chocolates alemães, delicadíssimos.
Os forrós dessa época do ano são surpreendentes; um real convite à viagem.

Sábado, Junho 28, 2008




Terça-feira, Junho 24, 2008

"as flores de plástico não morrem"

Quinta-feira, Junho 19, 2008

O Amor Não Acaba (pra quem é do bem)
Affonsinho

O amor, não acaba pra quem é do bem não
O amor, não acaba pra quem é do bem
Sem desespero, não sabemos do futuro
Agora tudo bem, parece um tanto escuro
O vento soprou, pela porta dos fundos
E nos carregou sozinhos pra outros mundos
O que eu não quero, é não ser quem eu sou
Eu sou feliz, sambando assim meu rock'n roll
Sem desespero, sei que vou melhorando
Meu céu é te ver sorrindo, tristeza é te ver chorando
O amor, não acaba pra quem é do bem não (não, não, não, não não)
O amor, não acaba pra quem é do bem
Sei que não fiz, nem você, nem mesmo sem querer,
Qualquer coisa do mal
A vida quem chama, põe fogo na gente,
O jogo que manda e pra sempre pra frente
O que eu não quero, é não ser quem eu sou
Eu sou feliz, sambando assim meu rock'n roll
Sem desespero, sei que vou melhorando
Meu céu é te ver sorrindo, tristeza é te ver chorando
O amor, não acaba pra quem é do bem não (não, não, não, não, não)
O amor, não acaba pra quem é do bem
Vc bem que podia, entender como eu queria
Que já fosse um outro dia, outro dia
O amor, não acaba pra quem é do bem
O amor, não acaba pra quem é do bem não (até o final)

Quarta-feira, Junho 18, 2008

Conclusões de Aninha

Cora Coralina
Estavam ali parados. Marido e mulher.

Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.

O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu.
Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?

Donde se infere que o homem ajuda sem participar
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra.

(tendência ao bloguicídio)

broxei.

Segunda-feira, Junho 16, 2008

uma imagem falando mais que mil palavras (preciso de silêncio)


Segunda-feira, Junho 09, 2008

As Coisas
Arnaldo Antunes

As coisas têm peso, massa, volume, tamanho, tempo, forma, cor, posição, textura, du-ração, densidade, cheiro, valor, consistência, pro-fundi-dade, contorno, temperatura, função, aparência, preço, des-tino, idade, sentido. As coisas não têm paz.

Sexta-feira, Maio 30, 2008

Oxum




Segunda-feira, Maio 26, 2008


Quero

Elis

Quero ver o sol atrás do muro
Quero um refúgio que seja seguro
Uma nuvem branca, sem pó nem fumaca
Quero um mundo feito sem porta, vidraca
Quero uma estrada que leve à verdade
Quero a floresta em lugar da cidade
Uma estrela pura de ar respirável
Quero um lago limpo de água potável
Quero voar de mãos dadas com você
Ganhar o espaco em bolhas de sabão
Escorregar pelas cachoeiras
Pintar o mundo de arco-íris
Quero rodas nas asas do girassol
Fazer cristais com gotas de orvalho
Cobrir de flores campos de aco
Beijar de leve a face da lua

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Estranho. O auge da tpm é sempre numa quarta, dia da aula de tango.

TPM. O bicho pega.
(Pegada)

e você que me viu
com o peito anestesiado
desesperançado
dor-mente de dor.
(essa sou eu, amor)
E você que me encantou
e me abraçou.
(é mais um mês)
Você me desperta
no coração, coragem
e razão de viver.

Quarta-feira, Maio 07, 2008

"Querência

Meu amor é absurdamente agarrado a esse tronco, meu abacate!
Toda palavra caráter,
repito,
mora aí.
Dormir no embate maravilhoso de nossas pernas
é coisa de areias desertos tesouros achados.
Meu tempo, meu falo,
sinto por você uma canção sem nome,
uma canção que lambe as bordas de dentro
e os contornos do lado,
sem para de cantar.
Mais que te admirar,
mais que te honrar em escolha,
o que sinto por você é desejo
(não o ensinado por Maria Birolha).
Um desejo dum barro especial do qual você é feito
e que se espalha na nobreza do seu corpo.
Não na pompa mas no pampa da longa camisa de sua pele,
esse gaudério espaço onde me encontro
e onde meus poros berram mansos "é aqui, é aqui!"
Daí nunca mais sair.
Só se por motivo de aumentar o manequim da saudade,
só se por vontade de durar o eterno,
só se pelo terno acontecer do nosso amor melhorado.
Eu, como um gado, corro esse descampado,
vaca no cio anunciando a primavera.
Me dar a ti é morar
numa árvore rara, feito uma casa clara
com amplas e infinitas janelas."

Elisa Lucinda

Terça-feira, Maio 06, 2008

por toda a minha vida

'Oh! meu bem-amado
Quero fazer-te um juramento, uma canção
Eu prometo, por toda a minha vida
Ser somente tua e amar-te como nunca
Ninguém jamais amou
Ninguém
Oh! meu bem amado, estrela pura aparecida
Eu te amo e te proclamo
O meu amor, o meu amor
Maior que tudo quanto existe
Oh! meu amor'

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Seu Manel

No que o homem se torne coisal – corrompem-se nele os veios
comuns do entendimento.
Um subtexto se aloja.
Instala-se uma agramaticalidade quase insana, que empoema o
sentido das palavras.
aflora uma linguagem de defloramentos, um inauguramento de falas
Coisa tão velha como andar a pé.
Esses vareios do dizer.

saber se é sensibilidade ou loucura perceber entrelinhas sem nome

Terça-feira, Abril 22, 2008

Monotipia II - guardiã dos segredos

Quarta-feira, Abril 16, 2008

Monotipia I - o bem e o mal






Terça-feira, Abril 08, 2008

Não me lembro bem em que momento da vida ela me ensinou o poder das palavras. Eu temo as palavras porque sei.
Ainda hoje ela as usa para angustiar e ferir o outro, simplesmente como uma defesa diante dos próprios dilemas.
Ainda hoje eu não aprendi a me defender dessa carga de energia pesada que ela me joga para se livrar, e me rasga, me magoa e me humilha, com maquiagem de conselhos e sabedoria.
Mesmo sabendo disso tudo, mesmo sabendo que sabedoria verdadeira é a compreensão que lhe falta, eu me sinto muito triste. Decepcionada também.
Hoje penso que esse lugar, essa família, é exatamente aonde eu não queria estar.

Sexta-feira, Abril 04, 2008

Natureza

Composição: Ivanildo Vilanova e Xangai
É o céu uma abóbada aureolada Rodeada de gases venenosos Radiantes planetas luminosos Gravidade na cósmica camada Galáxia também hidrogenada Como é lindo o espaço azul-turquesa E o sol fulgurante tocha acesa Flamejando sem pausa e sem escala Quem de nós pensaria apagá-la Só o santo doutor da natureza
De tais obras, o homem e a mulher São antigos e ricos patrimônios Geram corpos em forma de hormônios Criam seres sem dúvida sequer O homem após esse mister Perpetua a espécie com certeza A mulher carinhosa e indefesa Dá à luz uma vida, novo brilho Nove meses no ventre aloja o filho Pelo santo poder sã natureza
O peixe é bastante diferente Ninguém pode entender como é seu gênio Reservas porções de oxigênio Mutações para o meio ambiente Tem mais cartilagem resistente Habitando na orla ou profundeza Devora outros peixes pra despesa E tem época do acasalamento revestido de escamas esse elemento Com a força da santa natureza
O poroquê ou peixe-elétrico é um tipo genuíno Habitante dos rios e águas pretas Com ele possui certas plaquetas Que o dotam de um mecanismo fino Com tal cartilagem esse ladino Faz contato com muita ligeireza Quem tocá-lo padece de surpresa Descarga mortífera absoluta Sua auto voltagem eletrocuta Com os fios da santa natureza
Tartaruga gostosa, feia e mansa Habitante dos rios e oceanos Chegar aos quatrocentos anos Pra ela é rotina, é confiança Guarda ovos na areia e nem se cansa De por eles zelar como defesa Nascido os filhotes com presteza Nas águas revoltas já se jogam Por instinto da raça não se afogam E pelo santo poder da natureza
O canário é pássaro cantor Diferente de garça e pelicano Papagaio, arara e tucano Todos eles com majestosa cor O gavião é um tipo caçador E columbiforme é a burguesa O aquático flamingo é da represa A águia rapace agigantada Eis o mundo das aves a passarada Quanto é grande, poderosa e bela a natureza
A gazela, o antílope e o impala A zebra e o alce felizardo Não habitam em comum com o leopardo O leão e o tigre-de-bengala O macaco faz tudo mas não fala Por atraso da espécie, por franqueza Tem o búfalo aspecto de grandeza O boi manso e o puma tão valente Cada um de uma espécie diferente Tudo isso é obra da natureza
Acho também interessante O réptil de aspecto esquisito O pequeno tamanho do mosquito A tromba prênsil do elefante A saliva incolor do ruminante A mosca nociva e indefesa A cobra que ataca de surpresa Aplicar o veneno é seu mister De uma vez mata trinta se puder Mas isso é coisa da natureza
No nordeste há quem diga que o corão Possui certos poderes encantados Através de fenômenos variados Prevê a mudança de estação De fato no auge do verão Ele entoa seu cântico de tristeza De repente um milagre, uma surpresa Cai a chuva benéfica e divina Quem lhe diz, quem lhe mostra, quem lhe ensina? Só pode ser o autor da natureza
Quem é que não sabe que o morcego Com o rato bastante se parece Nas cavernas escuras sobe e desce Sugar sangue dos outros é seu empreg oÀs noites escuras tem apego Asqueroso ele é tenho certeza Tem na vista sintoma de fraqueza Porém o seu ouvido é muito fino E um sonar aparelho pequenino Que lhe deu o autor da natureza
Admiro a formiga pequenina Fidalga inimiga da lavoura No trabalho aplicado professora Um exemplo de pura disciplina Através das antenas se combina Nos celeiros alheios faz limpeza Formigueiro é a sua fortaleza Onde cada uma delas tem emprego Uma entra outra sai não tem sossego Isso é coisa da santa natureza
A aranha pequena, tão arguta De finíssimos fios faz a teia Nesse mundo almoça, janta e ceia É ali que passeia, vive e luta Labirinto intrincado ela executa Seu trabalho é bordado em qualquer mesa Quem pensar destruir-lhe a fortaleza Perderá de uma vez toda a esperança Sua rede é autêntica segurança Operária das mãos da natureza
A planta firmada no junquilho Begônia, tulipa, margarida As pedras riquíssimas da jazida Com a cor, o valor, a luz, o brilho A prata e o ouro cor de milho O brilhante, a opala e a turquesa A pérola das jóias da princesa É difícil, valiosíssima e até Alguém pensa ser vidro mas não é É um milagre da santa natureza
O inseto do sono tsé-tsé As flores gentis com seus narcóticos As ervas que dão antibióticos A mudança constante da maré A feiúra real do caboréno pavão é enorme a boniteza Tem o lince visão e agudeza E o cachorro finíssima audição Vigilante mal pago do patrão Isso é coisa da santa natureza?
A cigarra cantante dialoga Através do seu canto intermitente De inverno a verão canta contente E a sua canção não sai da voga Qualquer árvore é a sua sinagoga Não procura comida pra despesa Sua música sinônimo de tristeza Patativa da seca é o seu nome Se deixar de cantar morre de fome Mas isso a gente sabe que é da natureza

Segunda-feira, Março 31, 2008

Assim pequenina e modesta
com minhas artes cotidianas,
minhas cores
só agora eu aceito e acredito

que existe um lugarzinho bonito
pra eu buscar com firmeza
viver em paz
no mundo

Quinta-feira, Março 27, 2008

Mais Simples

José Miguel Wisnik
É sobre-humano amar

'cê sabe muito bem
É sobre-humano amar sentir doer
Gozar
Ser feliz
Vê que sou eu quem te diz
Não fique triste assim
É soberano e está em ti querer até
Muito mais
A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples
Mas deixa tudo e me chama
Eu gosto de te ter
Como se já não fosse a coisa mais
Humana
Esquecer
É sobre-humano viver
E como não seria?
Sinto que fiz esta canção em parceria
Com você
A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples

Quarta-feira, Março 26, 2008

Eu acredito em Deus

Segunda-feira, Março 17, 2008

Pulseira-jujubas

transcendente

Sempre foi difícil falar de mim,
mas nunca como agora.
Sempre foi (im)preciso falar de mim,
mas nunca tão desnecessário.

um espanto,
um conforto,
uma força da natureza
ocupa o meu coração